Existe uma ideia muito comum entre pais de primeira viagem: “Será que vale a pena viajar agora? Eles nem vão lembrar quando crescerem.” Durante muitos anos essa frase foi repetida quase como uma verdade absoluta. Hoje, porém, psicólogos, pediatras e pesquisadores do comportamento humano mostram um cenário bastante diferente.
Mesmo quando a memória consciente daquela viagem desaparece com o tempo, as experiências vividas durante a infância deixam marcas importantes no desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Mais do que conhecer um novo destino, viajar em família significa criar um ambiente de convivência intensa, fortalecer vínculos e oferecer estímulos que dificilmente fazem parte da rotina.
Não por acaso, o turismo familiar continua entre os segmentos mais relevantes do mercado global, enquanto tendências como o slow travel e o turismo de bem-estar ganham cada vez mais espaço entre famílias que buscam menos correria e mais tempo de qualidade.
As crianças talvez esqueçam o destino. Mas não esquecem a sensação.
Um dos estudos mais conhecidos sobre felicidade, conduzido pelo professor Thomas Gilovich, da Universidade Cornell, concluiu que experiências costumam gerar satisfação mais duradoura do que bens materiais. Embora a pesquisa tenha sido realizada com adultos, ela ajudou a fortalecer uma discussão importante: aquilo que vivemos juntos tende a permanecer por mais tempo do que aquilo que compramos.
Com as crianças acontece algo semelhante. Elas podem não lembrar o nome do hotel ou a data da viagem, mas guardam sensações. O cheiro de um café preparado pela manhã. O frio que entrou pela janela. A primeira geada vista ao amanhecer. A caminhada de mãos dadas. A conversa durante o jantar.

O tipo de detalhe que fica: o café da manhã servido sem pressa, em família
São memórias emocionais que ajudam a construir a percepção de segurança, pertencimento e afeto.
Viajar também é uma forma de aprender
Poucas experiências são tão completas para uma criança quanto conhecer um lugar diferente. Uma viagem desperta curiosidade naturalmente. Cada paisagem, cada alimento e cada costume novo se transformam em oportunidades de aprendizado sem que exista qualquer obrigação ou sala de aula.
Na Serra Catarinense, por exemplo, uma criança pode descobrir como se forma a geada, entender por que as araucárias são tão importantes para o ecossistema, conhecer a história da produção de maçãs e observar um inverno que muitos brasileiros nunca vivenciaram. Especialistas chamam isso de aprendizagem por experiência — um processo em que o conhecimento acontece pela vivência, envolvendo emoções, observação e interação.
Em um mundo cheio de telas, viajar devolve aquilo que muitas famílias sentem falta: tempo
Outra transformação importante aparece no comportamento das famílias. Nunca estivemos tão conectados digitalmente e, ao mesmo tempo, tão distantes uns dos outros. Durante as férias, esse desafio costuma aumentar: diversos levantamentos mostram crescimento no tempo de exposição às telas entre crianças quando não existe uma programação baseada em experiências presenciais.
Viajar ajuda justamente a romper esse ciclo. Não porque elimina completamente a tecnologia, mas porque cria oportunidades para brincar ao ar livre, caminhar, conversar, cozinhar juntos e simplesmente observar a natureza. É uma mudança pequena na rotina, mas que costuma produzir grandes lembranças.
A natureza também faz parte dessa experiência
Nos últimos anos, pesquisadores passaram a investigar os benefícios do contato frequente com ambientes naturais para crianças e adultos. As evidências mostram associação entre tempo na natureza, redução do estresse, melhora do humor, maior criatividade e bem-estar psicológico.
Isso ajuda a explicar por que destinos de montanha, parques naturais e regiões preservadas vêm crescendo tanto no turismo mundial. Mais do que procurar atrações, muitas famílias passaram a procurar lugares onde possam respirar melhor, desacelerar e recuperar uma rotina menos acelerada.
“As lembranças mais marcantes da infância raramente estão ligadas ao valor financeiro de uma viagem. Elas nascem dos pequenos momentos: uma brincadeira, uma descoberta, um amanhecer diferente, uma refeição compartilhada.”
É por isso que a Serra Catarinense se tornou um dos destinos preferidos das famílias no inverno
Enquanto muitos destinos oferecem agendas intensas de passeios, a Serra Catarinense convida para outra experiência. O frio muda o ritmo do dia. A lareira reúne as pessoas. O café da manhã acontece sem pressa. As caminhadas entre araucárias substituem parte do tempo diante das telas.

São Joaquim, na Serra Catarinense: onde o próprio destino convida a desacelerar
Em São Joaquim, não é preciso correr para conhecer dezenas de atrações em um único dia. O próprio destino convida a aproveitar cada momento com calma. E talvez seja justamente isso que tantas famílias procuram hoje: não uma viagem cheia de compromissos, mas alguns dias em que pais e filhos possam simplesmente estar juntos.
No futuro, seus filhos talvez não lembrem de tudo. Mas lembrarão do que sentiram.
Existe uma diferença importante entre recordar um fato e carregar uma memória afetiva. É isso que a ciência vem mostrando há anos: viajar com crianças não significa apenas mudar de cidade durante alguns dias. Significa criar experiências que ajudam a construir vínculos, estimular a curiosidade e fortalecer aquilo que nenhuma fotografia consegue registrar completamente — a sensação de ter vivido um tempo de verdade, junto das pessoas que mais importam.
Onde viver essas experiências na Serra Catarinense
Se a ideia é proporcionar às crianças férias que vão muito além das telas e criar momentos que toda a família levará para a vida, a escolha da hospedagem faz toda a diferença.
Na Pousada Maçã Araucária, em São Joaquim, o ritmo é outro. Cercada por araucárias, natureza preservada e silêncio, ela oferece o cenário perfeito para desacelerar e aproveitar o tempo em família. Enquanto as crianças descobrem o inverno da Serra Catarinense, observam a geada ao amanhecer, caminham ao ar livre e vivem experiências que dificilmente encontrariam na cidade, os adultos encontram conforto, privacidade e a tranquilidade que muitas vezes falta na rotina.

A própria família da Pousada Maçã Araucária vivendo a Serra Catarinense — filho, nora e netos
Os chalés e cabanas contam com lareira, piso aquecido e todo o aconchego necessário para os dias frios. Pela manhã, o café da manhã artesanal é servido em cestas diretamente na acomodação, transformando o início do dia em mais um momento para compartilhar em família, sem pressa e sem interrupções.
No fim, viajar com crianças não é apenas sobre escolher um destino. É sobre escolher o cenário onde as memórias serão construídas. E a Serra Catarinense tem tudo para fazer parte dessa história.
Conteúdo elaborado pela Pousada Maçã Araucária, com base na pesquisa do professor Thomas Gilovich (Cornell University) sobre a relação entre experiências e satisfação duradoura, e em literatura sobre aprendizagem por experiência, uso de telas na infância e bem-estar associado ao contato com a natureza. Publicado em 15 de julho de 2026.
Pousada Maçã Araucária
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